Dengue, Chikungunya, Zika: Dicas de Reciclagem para Prevenir o Mosquito em Seu Jardim



Febre alta, enjoo, manchas vermelhas pelo corpo e dores nas juntas, cabeça e olhos. Em 2015, 1.649.008 brasileiros sofreram esses sintomas e foram diagnosticados com dengue, segundo o boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde. Os números colocam o Brasil em estado de epidemia da doença.

A região Sudeste concentrou 62,2% (1.026.226) do total de casos, seguida pelas regiões Nordeste, que teve 18,9% (311.519 casos) das ocorrências, e Centro-Oeste, com 13,4% (220.966 casos).

Se você tem jardim, ou cultiva plantas em casa, deve ficar ainda mais atento aos riscos de proliferação do mosquito transmissor das doenças. De acordo com o infectologista Ralcyon Teixeira, do Hospital Emílio Ribas (SP), a maioria dos mosquitos tem foco domiciliar, ou seja, se reproduz no jardim e passa a viver com você no interior de casa. “As pessoas têm que tratar todos os pontos de acúmulo de água, esteja ela limpa ou não.

Isso inclui, principalmente, os vasos e pratos que abrigam flores e plantas que, de alguma forma, podem acumular a água da chuva ou da rega, como as bromélias e espadas-de-são-jorge”, diz o médico.

O Aedes Aegypti é um pernilongo de três pares de pernas longas e abdômen listrado nas cores preto e branco. Segundo Alessandro Giangola, coordenador das ações de controle na cidade de São Paulo, a transmissão da dengue não é vertical, ou seja, não passa de pessoa para pessoa. No entanto, no momento em que o mosquito fêmea pica alguém infectado, ele é contaminado. “Após a picada, o vírus transmitido ao mosquito ficará em período de encubação por até 15 dias. Depois desta fase, o Aedes vira transmissor de doenças e seus ovos podem, ou não, nascer contaminados”, informa Giangola.

Em altas temperaturas, o processo reprodutivo e de crescimento do mosquito acontece mais rápido. “No frio, o ovo vira larva e depois mosquito em 10 dias. Já em tempos de calor, todo o processo é concluído em até uma semana”, explica Giangola.

Sua proliferação acontece de maneira rápida, já que a fêmea – após estar infectada com o vírus – espalha por diferentes lugares uma média de 100 ovos. Os ovos, segundo Giangola, não vão ser depositados diretamente na água, mas em locais úmidos, que provavelmente terão contato com líquido como, por exemplo, bordas de pneus ou pratos de plantas. Vale ressaltar que o mosquito adulto tem resistência a ambientes claros. Por conta disso, prefere se esconder em cantos escuros de superfícies verticais como na parte de trás de móveis e eletrodomésticos.

Fonte: revistacasaejardim.globo.com

O lixo é um problema que está relacionado diretamente à dengue.

Sustentabilidade e preservação do meio ambiente. Quando estes temas estão em pauta, um problema logo vem à tona: o lixo. A quantidade de dejetos só tende a aumentar e pode ocasionar escassez e esgotamento de recursos naturais, poluição do ar, da água, do solo, além de problemas de saúde pública. E por falar em saúde, o lixo é um problema que está relacionado diretamente à dengue.



Como as fêmeas do Aedes aegypti colocam seus ovos em água parada, é fundamental ter atenção a tudo que possa acumular água! Vasos de plantas, caixas d’água, calhas, bandejas de ar-condicionado e lixo. Isso mesmo! O lixo pode não só acumular água, como, se não for tratado adequadamente ou recolhido, permanecerá no meio ambiente por tempo suficiente para funcionar como criadouro do transmissor da dengue.

Como ninguém quer que isso aconteça, um importante aliado no combate à dengue é, sem dúvida, a reciclagem. Afinal, se é verdade que o mosquito da dengue deve ser combatido destruindo-se os objetos que acumulam água parada, também é verdade que se estes mesmos objetos não forem descartados da maneira correta, indo para lixões a céu aberto ou sendo abandonados em terrenos baldios, o perigo persiste.

Por isso, apesar dos cuidados que você toma em casa, é necessário se preocupar, também, em dar um destino certo ao lixo, reaproveitando, reutilizando e reciclando sempre que possível. Afinal, menos lixo, menos acúmulo de água, menos chances de proliferação do Aedes aegypti. Mas não é só isso. O reaproveitamento, a reciclagem e a reutilização de materiais inservíveis podem minimizar impactos ambientais e criar uma fonte de trabalho e renda para muitas pessoas.

Assim como a prevenção à dengue, a reciclagem começa dentro de casa. É importante, por exemplo, separar os resíduos comuns daqueles que podem ser reciclados. Atualmente, é possível reciclar os objetos feitos de metal, plástico, papel e vidro. No caso dos metais, muitos produtos podem ser reaproveitados, sejam eles de alumínio, aço ou ferro. Embora possa não parecer, eles estão sempre presentes nas residências na forma de panelas, latas, grampos, parafusos, pregos, ferramentas, clipes e outros utensílios.

O mesmo vale para os plásticos. Além da garrafa pet, podem ser destinas à coleta seletiva embalagens que acompanham alimentos e produtos industrializados. O papel também é amplamente aproveitado na coleta seletiva, existindo apenas duas exceções: o papel carbono e o higiênico. Já no caso do vidro, só o comum pode ser reciclado. Como vidros temperados e espelhos não podem ser reciclados, ficam de fora os objetos como boxes, louças e lâmpadas.

Confira algumas dicas sobre como fazer a coleta seletiva e faça parte do combate à dengue:
– Procure o programa organizado de coleta de seu município ou uma instituição, entidade assistencial ou catador que colete o material separadamente e verifique quais são os materiais recebidos por eles.
– Separe os resíduos em não recicláveis e recicláveis e, no caso dos recicláveis, separe ainda papel, metal, vidro e plástico.

– Veja exemplos de materiais recicláveis:

Papel – Jornais, revistas, formulários contínuos, folhas de escritório, caixas e papelão.
Vidros – Garrafas, copos e recipientes.
Metal – Latas de aço e de alumínio, clipes, grampos de papel e de cabelo e papel alumínio.
Plástico – garrafas de refrigerantes e água, copos, canos, embalagens de material de limpeza e de alimentos, sacos.

– Escolha um local adequado para guardar os recipientes com os recicláveis até a coleta. Antes de guardá-los, limpe-os para retirar os resíduos e deixe-os secar naturalmente. Para facilitar o armazenamento, você pode diminuir o volume das embalagens de plástico e alumínios amassando-as. As caixas devem ser guardadas desmontadas.

Fonte: Fonte: http://www.riocontradengue.rj.gov.br/Site/Conteudo/PlantaoDestaque.aspx?C=252

Através de uma parceria entre Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) e Secretaria Municipal de Educação (Semed) surgiu o projeto “Reciclar na Escola – Formando Cidadãos Educando para o Futuro”. A iniciativa começou em 2006 com a participação apenas de duas escolas e hoje já são 22 escolas estaduais e municipais envolvidas.

Paulo Tarcisio Cremasco, coordenador do Núcleo de Educação e Saúde e também do projeto Reciclar nas Escolas, conta que o objetivo é envolver os professores, alunos e comunidade, fortalecendo a consciência individual e coletiva quanto a coleta seletiva (separação de plástico, alumínio, metal) e quanto ao destino final do lixo produzido nos lares e comércios, além de diminuir a oferta de criadouros para o mosquito da dengue e cuidar do meio ambiente.

Na sexta edição do projeto, as atividades tiveram início no mês de março e terminaram em novembro. Paulo explica que as escolas estão totalmente dedicadas e empenhadas na preservação do meio ambiente, por exemplo, a Escola Ronaldo Aragão juntou em torno de 13 mil toneladas e a escola Luiz Carlos arrecadou 4 mil toneladas de material reciclável.

“As atividades funcionam da seguinte maneira: os alunos recolhem o material em sua residência ou no bairro onde reside, levam para a escola que em seguida vendem, gerando verba para própria escola. Sabemos que algumas escolas adquiriram equipamentos, material esportivo, material didático entre outros. A criatividade das escolas vai além da arrecadação e da venda, eles promovem desfiles de moda com roupas de material reciclado, trabalhos artesanais e até enfeites natalinos”, afirma o coordenador do projeto.

Como forma de incentivo os 30 alunos de cada escola que mais arrecadaram, são contemplados com passeio no Cacoal Selva Park onde desfrutam de um dia de lazer oferecido pela Prefeitura de Vilhena. Os passeios começaram no dia 2 de novembro e a última turma irá no dia 15 de dezembro.

O secretário municipal de Educação, José Arrigo, esteve presente em um dos passeios do mês de novembro, “Nossa intenção e estimular mais e mais, criado nas novas gerações essa consciência de preservação ao meio ambiente”, completou Arrigo.

Semcom

Idéias Criativas para evitar a Dengue

Vivemos novos tempos e um despertar coletivo em diversos setores, onde as pessoas estão buscando contribuir da melhor forma, para a conservação do nosso planeta . Muitos vem trabalhando para despertar a consciência ecológica, a importância da reciclagem com foco no meio ambiente, da valorização da água , da alimentação, resultando assim, em melhor qualidade de vida das pessoas e na saúde pública.

Gostaria de deixar minha contribuição, para evitarmos o crescimento alarmante da proliferação do mosquito transmissor da dengue nesse verão, e ter o cuidado de não deixar exposto em locais públicos e em nossas casas, recipientes e vasos com água parada sem a tampa.

A dica é reaproveitar e dar uma “nova cara” aos objetos que normalmente descartamos na natureza.
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